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Um lugar para chamar de meu. Meu sítio virtual. Meu cadinho.

Lugar de gritos e sussurros. Pedaço de mim.

'Onde eu possa juntar meus amigos, meus discos e livros...'

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

o leme é meu!

quase nunca sei quem sou ou de onde vim. essa via de nascimento e crescimento que nos transforma em quem somos, nos coloca em nosso lugar e nos pinta com nossas cores. mas quem escolhe esses caminhos? quem decide qual é o nosso lugar? quem escolhe nossas cores? quem, fora de nós, pode tomar essas decisões? não!! eu não vou me sentar aqui, quietinha, e deixar que decidam minha vida! o vento pode ser pra todos, os caminhos podem ser pra todos, mas o leme, ah!, o leme, esse é só meu!!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

não necessariamente nessa ordem

minha religião é o amor. o amor em todas as suas facetas. o amor sacro e profano de teresa d'ávilla, o amor liberto de dogmas de florbela espanca, o amor guardado sob montanhas e rios de drummond, o amor vento frio e alma quente de quintana, o amor amigo de roberto e erasmo. só o amor me cura. o amor e a poesia. o amor e a poesia e o teatro. o amor e a poesia e o teatro e a literatura. o amor e a poesia e o teatro e a literatura, não necessariamente nessa ordem.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

sem título XXV

eu acredito nas pessoas.
eu me espanto com a vida.
eu tenho consciência da morte.
eu amo.

menos que isso, eu passo!!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

poema preso

tem um poema preso na minha garganta
agarrado nela
com vontade louca de não nascer

e ele fica ali, pendurado,
me arranhando, me fazendo tossir
poema preso nem própolis solta

poema preso carece de nuvens e de vento
poema preso carece de carinho e de cheiro
poema preso carece de colo e e de vinho
carece de sorvete
carece de beijo
e de língua

poema preso é coisa séria
vou metendo os dedos no teclados
pra ver se boto ele pra fora
pra ver se me livro desse nó
dessa trava
dessa traça
dessa coisa que me tira o ar

sábado, 9 de julho de 2011

precisa de título?

estou nua de esperanças
vazia de vontades e desejos
o mar bate nas pedras e não me vê
a vida bate na terra e não me aquece

estou aqui
parada
inerte
a viva mais morta
desse lado do atlântico

tudo pra mim já foi ou não veio
amizades perdidas no coração do país
textos mofados nas gavetas da mente
sonhos castrados pela moira

tudo em minha vida veio como acidente
amores
filhos
desejos

tudo em mim já está velho e cansado
eu em mim estou velha e cansada
nada vale a pena
nada me resgata
nada me retém
nada nem ninguém

sou tão frágil
tão pequenina
tão ridícula
tão risível
tão vazia
oca

agora vou deitar
cruzar as mãos no peito
e esperar

terça-feira, 14 de junho de 2011

Da série: e por que não pensar na morte?

Queria que me bebessem quando eu morrer. Sabe aquela farra de noite toda, muita cachaça, biscoitos, bolinhos e chás. Todos lembrando só de coisas boas! A maioria feliz por se encontrar. Ritual pagão, sem choro, sem vela, sem medo. Todos felizes, até eu!!

Da série: e por que não pensar na morte?

epitáfio
e.pi.tá.fio
sm (gr epitáphios1 Inscrição num túmulo. 2 Breve elogio a um morto.


                    
                    Aqui jazz uma discípula de Arto Lindsay.











Da série: e por que não pensar na morte?

Queria morrer Scarlet O'hara: ser enterrada na minha terra, sob a jabuticabeira, num caixão simples e cheio de sementes.
Quero vira flor!!

A vida

É meu amigo, a vida urge e ruge lá fora. A vida ruge de vontade de não fazer. A vida anda cansada amigo, cansada.
A vida anda esgotada de tanta falta de vida. A vida anda devagar e sem vontade, como quem não quer chegar.
Sabe, amigo, venho de muito longe, trago na bagagem paisagens sem fim e no peito trago amizades tantas e nos olhos trago pó.
Gostaria de me sentar ao teu lado e olhar o mar. Em silêncio, sem fala, sem músicas, só eu, você e as ondas. Eu deitaria minha cabeça em teu colo e dormiria.
É amigo, a vida em mim anda cansada.

sem titulo XXIV

saudades de você.
do seu sorriso doce
do seu jeito de virar a cabeça de lado
quando conversamos

dos olhos tímidos
que tentam se esconder
atrás das lentes escuras

saudades do seu jeito
calmamente implosivo
de dizer o que pensa

saudade das verdades que contas
como quem lê jornal
saudades de me sentir especial

saudades de dividir minhas tardes
saudades de músicas e letras
saudades latejantes de você

saudades de eu com você
saudades de eu mais você
saudades...